FICHA DE AVALIAÇÃO DE
VELOCIDADE DE LEITURA SILENCIOSA E ORAL
Nome:__________________________________________________________________________
Idade:_________ Data de nascimento:___________ Data da
realização da avaliação: ________
Série:
( ) 1ª
( ) 2ª ( )
3ª (
) 4ª
Escola
pública ( ) privada ( )
___________________________________________________
Repetência:
( ) Não
( ) Sim
Série?_____________________________________________
Avaliação da velocidade de Leitura Silenciosa
(Condemarin &
Blomquist, 1989)
®
Nº
palavras lidas:_______________
Primeiros 5 min:_______________
Nº palavras/min:________________
®
Questões:
1- Qual o problema ou conflito que o pai
tinha? ( ) S ( ) N
2- Qual a profissão escolhida por cada filho? ( ) S ( ) N
3- Qual prova foi considerada a melhor? ( ) S ( ) N
4- O que aconteceu quando o pai morreu? ( ) S ( ) N
5- Qual a prova que o barbeiro fez? ( ) S ( ) N
( )
Compreensão parcial do texto
( )
Compreensão total do texto
( ) Sem compreensão
Avaliação da velocidade de Leitura Oral
(Capellini & Cavalheiro, 2000)
®
Nº
palavras lidas:_______________
Primeiros 5 min:_______________
Nº palavras/min:_______________
® Tipo de leitura: ( )
global (
) silabada ( ) pausada
®
Nível
de leitura: ( ) logográfica ( ) alfabética
( ) ortográfica
®
Questões;
1- Aonde o cãozinho estava preso? ( ) S ( ) N
2- Qual o novo nome do cãozinho? ( ) S ( ) N
3- Como os pais de Afonsinho descobriram
que Chapisco era Charles? ( ) S ( ) N
4- Afonsinho devolveu Chapisco? ( ) S ( ) N
5- O que Afonsinho fez em Chapisco um dia
antes de devolve-lo? ( ) S ( ) N
( )
Compreensão parcial do texto
( )
Compreensão total do texto
( )
sem compreensão
Índices para comparação:
1ª série
Média de velocidade
|
2ª série
Média de velocidade
|
3ª série
Média de velocidade
|
4ª série
Média de velocidade
|
|
Leitura
Oral
|
39.12 ppm
|
71.04 ppm
|
73.78 ppm
|
97.94 ppm
|
Leitura
silenciosa
|
37.72 ppm
|
82.44 ppm
|
70.66 ppm
|
107.4 ppm
|
Legenda: ppm - palavras por minuto. Dados obtidos por:
**
Barros, AFF; Capellini, AS. Avaliação fonológica, de leitura e escrita em
crianças com Distúrbio Específico
de Leitura. Jornal Brasileiro de
Fonoaudiologia, Curitiba, v.4, n.14, p. 11-19, 2003.
Leitura
Silenciosa
Os Três Irmãos
Um velho tinha três filhos, mas como
todos os seus bens limitavam-se a uma casa,
que lhe fora dada por seus pais, não era capaz de decidir-se a
vendê-la a fim de dividir o produto da venda entre seus filhos. Nessa dúvida
ocorreu-lhe uma idéia.
__ Aventure-se pelo mundo –
disse-lhes -; aprendam um ofício que lhes permita viver, e quando tiverem
terminado essa aprendizagem se apressem em regressar; aquele de vocês que der
a prova mais convincente de sua habilidade, herdará a casa.
Em
conseqüência dessa decisão, foi fixada a partida dos três irmãos. Decidiram
que um se tornaria ferreiro, outro barbeiro, e o terceiro mestre
Ocorreu que os três irmãos tiveram a
boa sorte de encontrar cada um hábil
mestre no ofício que queriam aprender. Assim foi que o nosso ferreiro não
demorou a encarregar-se de ferrar os cavalos do rei, de modo que pensava com
seus botões: “Meus irmãos terão de ser muitos hábeis para ganhar a casa para
si”.
Por outro lado, o jovem barbeiro logo
teve por clientes os mais importantes senhores da corte, de modo que já
estava certo de ficar com a casa sob as barbas de seus irmãos.
Quanto ao mestre de armas, antes de
conhecer todos os segredos de sua arte, teve de receber mais de uma
estocada, mas a recompensa prometida
valia a pena, e ele exercitava sua vista e sua mão.
Quando chegou a época fixada para o
regresso, os três irmãos reuniram-se no lugar combinado e juntos tomaram o
caminho rumo a casa de seu pai.
Na mesma tarde de seu retorno,
enquanto estavam os quatro sentados diante da porta da casa, viram uma lebre
que vinha em direção a eles, correndo pelo campo, travessamente.
_ Bravo! – disse o barbeiro. – Eis
aqui um cliente que vem a calhar para dar-me ocasião de demonstrar minha
habilidade.
Pronunciando estas palavras, nosso
homem pegou o sabão e a tigela e preparava sua espuma branca. Quando a lebre
chegou perto, correu em sua perseguição, alcançou-a, e enquanto corria lado a
lado do ligeiro animal, ensaboou seu focinho e rapidamente, de uma só
passada, tirou-lhe os bigodes, sem fazer-lhe o menor corte e sem omitir o pêlo
mais pequenino.
_ Eis aqui algo bem feito! – disse o
pai. – Muito hábeis terão de ser teus irmãos para tirar-te a casa.
Alguns instantes depois viram chegar a
toda velocidade um lindo cavalo atrelado a um coche ligeiro.
_ Vou dar-lhes uma mostra de minha
habilidade – disse por sua vez o ferreiro.
Dizendo isso lançou-se sobre o
rastro do cavalo, e ainda que este redobrasse sua velocidade, tirou-lhe as
quatro ferraduras, as quais trocou por outras quatro; tudo isso em menos de
um minuto, da maneira mais confortável do mundo e sem diminuir o passo do
cavalo.
_ És um grande artista – exclamou o
pai - , pode estar tão certo de teu negócio como teu irmão está do seu, e
realmente não seria capaz de decidir qual dos dois merece mais a casa
_ Esperem que eu tenha feito minha
prova – disse então o terceiro filho.
Nesse momento começou a chover. Nosso
homem tirou a espada e pôs-se a efetuar círculos tão rápidos sobre sua
cabeça, que nenhuma gota de água caiu sobre ele. A chuva aumentou em
intensidade, logo pareceu que a derramavam com baldes do céu. No entanto
nosso mestre de armas, que havia se limitado a fazer girar sua espada cada
vez mais rapidamente, mantinha-se seco sob sua arma, como se estivesse sob um
guarda-chuva ou sob um teto. Vendo isso, a admiração do feliz pai chegou à
culminância e ele exclamou:
_ És tu quem deu a mais surpreendente
prova de habilidade, és tu aquele ao qual corresponde a casa.
Os dois maiores aprovaram essa
decisão e juntaram seus elogios aos de seu pai. Depois, como os três
queriam-se muito, não quiseram separar-se e continuaram vivendo juntos na
casa paterna, onde cada um exercia seu ofício. A fama de sua habilidade
estendeu -se e logo ficaram ricos. É assim que viveram felizes e considerados
até idade avançada. E quando por último o maior faleceu; os outros dois
sentiram tal tristeza que não levaram muito tempo para segui-lo. Receberam
honrarias fúnebres. O médico do lugar disse com razão que três irmãos que em vida
viveram-se dotados de tão grande habilidade e estiveram unidos com um amor
firme, não deviam ficar separados na morte. Portanto foram sepultados juntos.
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Leitura
Silenciosa
Os Três Irmãos – ficha do avaliador
Um velho tinha três filhos, mas como
todos os seus bens limitavam-se a uma casa,
que lhe fora dada por seus pais, não era capaz de decidir-se a
vendê-la a fim de dividir o produto da venda entre seus filhos. Nessa dúvida
ocorreu-lhe uma idéia.
__ Aventure-se pelo mundo –
disse-lhes -; aprendam um ofício que lhes permita viver, e quando tiverem
terminado essa aprendizagem se apressem em regressar; aquele de vocês que der
a prova mais convincente de sua habilidade, herdará a casa.
Em
conseqüência dessa decisão, foi fixada a partida dos três irmãos. Decidiram
que um se tornaria ferreiro, outro barbeiro, e o terceiro mestre
Ocorreu que os três irmãos tiveram a
boa sorte de encontrar cada um hábil
mestre no ofício que queriam aprender. Assim foi que o nosso ferreiro não
demorou a encarregar-se de ferrar os cavalos do rei, de modo que pensava com
seus botões: “Meus irmãos terão de ser muitos hábeis para ganhar a casa para
si”.
Por outro lado, o jovem barbeiro logo
teve por clientes os mais importantes senhores da corte, de modo que já
estava certo de ficar com a casa sob as barbas de seus irmãos.
Quanto ao mestre de armas, antes de
conhecer todos os segredos de sua arte, teve de receber mais de uma
estocada, mas a recompensa prometida
valia a pena, e ele exercitava sua vista e sua mão.
Quando chegou a época fixada para o regresso,
os três irmãos reuniram-se no lugar combinado e juntos tomaram o caminho rumo
a casa de seu pai.
Na mesma tarde de seu retorno,
enquanto estavam os quatro sentados diante da porta da casa, viram uma lebre
que vinha em direção a eles, correndo pelo campo, travessamente.
_ Bravo! – disse o barbeiro. – Eis
aqui um cliente que vem a calhar para dar-me ocasião de demonstrar minha
habilidade.
Pronunciando estas palavras, nosso
homem pegou o sabão e a tigela e preparava sua espuma branca. Quando a lebre
chegou perto, correu em sua perseguição, alcançou-a, e enquanto corria lado a
lado do ligeiro animal, ensaboou seu focinho e rapidamente, de uma só
passada, tirou-lhe os bigodes, sem fazer-lhe o menor corte e sem omitir o
pêlo mais pequenino.
_ Eis aqui algo bem feito! – disse o
pai. – Muito hábeis terão de ser teus irmãos para tirar-te a casa.
Alguns instantes depois viram chegar a
toda velocidade um lindo cavalo atrelado a um coche ligeiro.
_ Vou dar-lhes uma mostra de minha
habilidade – disse por sua vez o ferreiro.
Dizendo isso lançou-se sobre o
rastro do cavalo, e ainda que este redobrasse sua velocidade, tirou-lhe as
quatro ferraduras, as quais trocou por outras quatro; tudo isso em menos de
um minuto, da maneira mais confortável do mundo e sem diminuir o passo do
cavalo.
_ És um grande artista – exclamou o
pai - , pode estar tão certo de teu negócio como teu irmão está do seu, e
realmente não seria capaz de decidir qual dos dois merece mais a casa
_ Esperem que eu tenha feito minha
prova – disse então o terceiro filho.
Nesse momento começou a chover. Nosso
homem tirou a espada e pôs-se a efetuar círculos tão rápidos sobre sua
cabeça, que nenhuma gota de água caiu sobre ele. A chuva aumentou em
intensidade, logo pareceu que a derramavam com baldes do céu. No entanto
nosso mestre de armas, que havia se limitado a fazer girar sua espada cada
vez mais rapidamente, mantinha-se seco sob sua arma, como se estivesse sob um
guarda-chuva ou sob um teto. Vendo isso, a admiração do feliz pai chegou à
culminância e ele exclamou:
_ És tu quem deu a mais surpreendente
prova de habilidade, és tu aquele ao qual corresponde a casa.
Os dois maiores aprovaram essa
decisão e juntaram seus elogios aos de seu pai. Depois, como os três
queriam-se muito, não quiseram separar-se e continuaram vivendo juntos na
casa paterna, onde cada um exercia seu ofício. A fama de sua habilidade
estendeu -se e logo ficaram ricos. É assim que viveram felizes e considerados
até idade avançada. E quando por último o maior faleceu; os outros dois
sentiram tal tristeza que não levaram muito tempo para segui-lo. Receberam
honrarias fúnebres. O médico do lugar disse com razão que três irmãos que em
vida viveram-se dotados de tão grande habilidade e estiveram unidos com um
amor firme, não deviam ficar separados na morte. Portanto foram sepultados
juntos.
|
Leitura Oral
As Travessuras de Afonsinho
Todas
as tardes costumava passear com seu cãozinho de rodas pelas ruas do bairro.
Certa
vez, num desses passeios, Afonsinho deu de encontro a um pequeno cãozinho de
verdade preso num poste. Era um cão de raça, sem dúvida, e muito bem tratado.
O cão devia pertencer a alguém muito rico, pois trazia na coleira uma
inscrição em prata com o nome: “Charles”.
_
Coitadinho, observou o menino – quem teve a coragem de deixá-lo assim
sozinho...preso? E logo travou amizade com Charles. Ambos pareciam conhecer-se
há muito tempo. O cãozinho abanava o rabo e lambia os pés de seu novo amigo
como quem toma uma taça de sorvete.
Afonsinho
sempre quisera ter um cãozinho daquele, mas não para prendê-lo daquela
maneira. Pensou então em levá-lo consigo...
_
Não, isso seria roubo, pensou.
_
Quem sabe se o seu dono quisesse vendê-lo? Isso! Vou esperá-lo aqui. Mas logo
perdeu o ânimo... – Um cãozinho desses deve custar muito caro ... não adianta
esperar.
Bastou
um gesto de Afonsinho para que Charles compreendesse que naquele momento
perderia o amigo. E Charles chorou como nunca, parecia pedir que Afonsinho o
levasse. O menino, que também não queria abandoná-lo, pensou o seguinte:
_
Bem, quem deixa um cãozinho preso a um poste não se incomodará se o cãozinho
for de brinquedo, assim não será um roubo, e sim uma “troca”.
Afonsinho
libertou Charles de seu cativeiro e colocou em seu lugar o cãozinho de rodas
que trazia consigo, nele pendurando a inscrição que era de Charles.
E
lá foi Afonsinho para casa com um cãozinho de verdade no colo.
Ao
chegar em casa, todos cobriram-lhe de perguntas: “Quem lhe deu esse cão?”,
“Aonde o encontrou?” e outras perguntas de adulto...
Afonsinho
então respondeu que uma fada havia transformado seu cãozinho de rodas num
cãozinho de verdade. É claro que ninguém acreditou, e todos passaram a
desconfiar dele...
Charles
ganhou um novo nome: Chapisco.
Chapisco
era mais unido a Afonsinho que à sua própria sombra... até futebol ele
jogava!
Uma
semana depois da “troca” surgiu um anúncio no jornal em letras graúdas:
“Procura-se: cão de raça de pêlo isso, cor-de-mel, que atende pelo nome de
Charles. Paga-se bem a quem o encontrar. Urgente: O cão foi inscrito numa
exposição de cães de luxo .
Aquele
anúncio explodiu como uma bomba na casa de Afonsinho, e fizeram-no prometer
que no dia seguinte devolveria o cão ao seu antigo dono. Afonsinho teve de
concordar, mas não aceitaria a recompensa porque ele não tinha querido
“seqüestrar” o cão e sim ser seu amigo.
À
noite não conseguiu dormir. Ficou todo o tempo abraçado com Charles
prolongando a despedida... mas de súbito, como um clarão surgiu uma idéia na
cabecinha marota de Afonsinho.
Afonsinho
correu para o banheiro, pegou o tubo de “tintura para cabelos” da sua mãe,
alguns rolinhos e mãos à obra! Tingiu o pêlo de Chapisco de um marrom bem
escuro e depois enrolou todo o pêlo formando cachinhos miúdos. O coitado do
cão perdeu todo o charme dos “pêlos lisos cor-de-mel”!
Quando
o dia ainda estava clareando Afonsinho foi para o seu quarto, bêbado de sono,
acompanhado do seu fiel e transformado amigo.
Chegou
a hora de ir devolver o cão. Afonsinho colocou Chapisco numa sacola ela se
foi...
Chegando
à casa do dono de Charles, bateu à porta e um criado o atendeu.
_
O que deseja garoto?
_
Vim devolver o seu cão, li o anúncio no jornal e sei que hoje é o dia da
exposição. E mostrou Chapisco, ou Charles, ao criado. Este, indignado, só
faltou bater em Afonsinho...
_ Está pensando o quê, que vai me enganar com este
vira-latas para ganhar a recompensa? Pois não vai, não! Este não é o Charles.
Olhe só esse pêlo horrendo! Garanto que nem atende pelo nome de Charles, quer
ver?
E
o homem gritou o nome de Charles em vão, nem queria se lembrar dele.
_
Fora daqui menino! Esse cão é seu, não é o nosso Charles!
Era isto mesmo que Afonsinho queria, e
Chapisco também. O que diria quando chegasse em casa? Que uma bruxa o havia
transformado? Se não acreditaram na primeira história não acreditaria na
segunda. Diria a verdade e pronto!
Mesmo que lhe custasse algumas palmadas...
Chapisco era seu, não um objeto
para exposição, mas um verdadeiro companheiro.
|
Leitura Oral
As Travessuras de Afonsinho – ficha
avaliador
Todas
as tardes costumava passear com seu cãozinho de rodas pelas ruas do bairro.
Certa
vez, num desses passeios, Afonsinho deu de encontro a um pequeno cãozinho de
verdade preso num poste. Era um cão de raça, sem dúvida, e muito bem tratado.
O cão devia pertencer a alguém muito rico, pois trazia na coleira uma
inscrição em prata com o nome: “Charles”.
_
Coitadinho, observou o menino – quem teve a coragem de deixá-lo assim
sozinho...preso? E logo travou amizade com Charles. Ambos pareciam
conhecer-se há muito tempo. O cãozinho abanava o rabo e lambia os pés de seu
novo amigo como quem toma uma taça de sorvete.
Afonsinho
sempre quisera ter um cãozinho daquele, mas não para prendê-lo daquela
maneira. Pensou então em levá-lo consigo...
_
Não, isso seria roubo, pensou.
_
Quem sabe se o seu dono quisesse vendê-lo? Isso! Vou esperá-lo aqui. Mas logo
perdeu o ânimo... – Um cãozinho desses deve custar muito caro ... não adianta
esperar.
Bastou
um gesto de Afonsinho para que Charles compreendesse que naquele momento
perderia o amigo. E Charles chorou como nunca, parecia pedir que Afonsinho o
levasse. O menino, que também não queria abandoná-lo, pensou o seguinte:
_
Bem, quem deixa um cãozinho preso a um poste não se incomodará se o cãozinho
for de brinquedo, assim não será um roubo, e sim uma “troca”.
Afonsinho
libertou Charles de seu cativeiro e colocou em seu lugar o cãozinho de rodas
que trazia consigo, nele pendurando a inscrição que era de Charles.
E
lá foi Afonsinho para casa com um cãozinho de verdade no colo.
Ao
chegar em casa, todos cobriram-lhe de perguntas: “Quem lhe deu esse cão?”,
“Aonde o encontrou?” e outras perguntas de adulto...
Afonsinho
então respondeu que uma fada havia transformado seu cãozinho de rodas num
cãozinho de verdade. É claro que ninguém acreditou, e todos passaram a
desconfiar dele...
Charles
ganhou um novo nome: Chapisco.
Chapisco
era mais unido a Afonsinho que à sua própria sombra... até futebol ele
jogava!
Uma
semana depois da “troca” surgiu um anúncio no jornal em letras graúdas:
“Procura-se: cão de raça de pêlo isso, cor-de-mel, que atende pelo nome de
Charles. Paga-se bem a quem o encontrar. Urgente: O cão foi inscrito numa
exposição de cães de luxo .
Aquele
anúncio explodiu como uma bomba na casa de Afonsinho, e fizeram-no prometer
que no dia seguinte devolveria o cão ao seu antigo dono. Afonsinho teve de
concordar, mas não aceitaria a recompensa porque ele não tinha querido
“seqüestrar” o cão e sim ser seu amigo.
À
noite não conseguiu dormir. Ficou todo o tempo abraçado com Charles
prolongando a despedida... mas de súbito, como um clarão surgiu uma idéia na
cabecinha marota de Afonsinho.
Afonsinho
correu para o banheiro, pegou o tubo de “tintura para cabelos” da sua mãe,
alguns rolinhos e mãos à obra! Tingiu o pêlo de Chapisco de um marrom bem
escuro e depois enrolou todo o pêlo formando cachinhos miúdos. O coitado do
cão perdeu todo o charme dos “pêlos lisos cor-de-mel”!
Quando
o dia ainda estava clareando Afonsinho foi para o seu quarto, bêbado de sono,
acompanhado do seu fiel e transformado amigo.
Chegou
a hora de ir devolver o cão. Afonsinho colocou Chapisco numa sacola ela se
foi...
Chegando
à casa do dono de Charles, bateu à porta e um criado o atendeu.
_
O que deseja garoto?
_
Vim devolver o seu cão, li o anúncio no jornal e sei que hoje é o dia da
exposição. E mostrou Chapisco, ou Charles, ao criado. Este, indignado, só
faltou bater em Afonsinho...
_ Está pensando o quê, que vai me enganar com este
vira-latas para ganhar a recompensa? Pois não vai, não! Este não é o Charles.
Olhe só esse pêlo horrendo! Garanto que nem atende pelo nome de Charles, quer
ver?
E
o homem gritou o nome de Charles em vão, nem queria se lembrar dele.
_
Fora daqui menino! Esse cão é seu, não é o nosso Charles!
Era isto mesmo que Afonsinho queria, e
Chapisco também. O que diria quando chegasse em casa? Que uma bruxa o havia
transformado? Se não acreditaram na primeira história não acreditaria na
segunda. Diria a verdade e pronto!
Mesmo que lhe custasse algumas palmadas...
Chapisco era seu, não um objeto
para exposição, mas um verdadeiro companheiro.
|
COMO FAÇO A DIVISÃO
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