Cada ser humano é único...
Claudinho, que sempre é durão, hoje está com medo...
Regina, que sempre é meiga, agora está briguenta...
Jorge, que sempre está cuidando dos outros, agora resolveu cuidar de si...
As pessoas são únicas e cada momento é especial. Estar aberto para as transformações dos filhos é a melhor maneira de acompanhá-los em sua vida.
É ótimo quando os pais sabem criar um ambiente de camaradagem e cooperação na família, de forma que todos se sintam fazendo parte do grupo. Mas é preciso também saber tratar cada filho como se ele fosse único, curtindo e respeitando sua individualidade.
Não somente os meninos são diferentes das meninas, mas cada menino, assim como cada menina, é um ser especial, com seu mundo próprio e seu desenvolvimento particular.
Cada um tem seu jeito de aprender, de estudar, de se comunicar, de superar as crises. Cada um precisa de um tipo de atenção, de estímulo e de afeto.
É importante que os pais saibam respeitar cada filho, considerando as circunstâncias em que ele se encontra. Se for um dia de festa, mas seu (sua) filho (a) estiver triste porque seu gatinho sumiu, permita-lhe vivenciar sua dor, apesar das comemorações.
Da mesma maneira, se o clima na família é de tristeza, mas ele (ela) comemora uma vitória, como ganhar uma competição, abra um espaço para celebrar com ele (ela).
Um adolescente não é uma criança crescida; e uma criança não é um adulto pequeno.
Esse indivíduo único vai ter a oportunidade de revelar-se quando os pais souberem criar os mais variados estímulos para que ele possa se experimentar, descobrir seus gostos, seus desejos e sua vocação. No seu tempo, e do seu jeito.
O mundo é infinitamente cheio de peculiaridades, assim como cada ser humano!
Somente quando se sabe ver e apreciar as diferenças é possível verdadeiramente encontrar o outro.
Do Livro PAIS E FILHOS Companheiros de viagem
Roberto Shinyashiki é psiquiatra, escritor e conferencista
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