sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Guia Rápido para aplicação da nova Ortografia


Desde 2009, está em vigor no Brasil e em vários países que utilizam a Língua Portuguesa o Novo Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa. Mas ainda há dúvidas e constantes erros em relação a escrita de alguns vocábulos. O link abaixo oferece um Guia rápido e fácil, para acertar sempre.

Guia Rápido para Aplicação da Nova Ortografia

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Introduzindo a Letra Cursiva – Treino Caligráfico Sequenciado


O trabalho com a letra cursiva está dividido em diferentes momentos. O aluno deverá realizar os movimentos corretamente desde o início do treino caligráfico. Somente após aprender e treinar todos os movimentos, é que fará a transposição da letra bastão para a letra cursiva em situações cotidianas na sala de aula.

1° Momento - A criança deverá perceber porque usamos a letra cursiva e onde usamos.
Estratégias: Discussão, Pesquisa, Comparação entre as letras.
2° Momento - As letras serão selecionadas em grupos, de acordo com os movimentos.
1 - m, n
2 - i, u, t
3 - e, I, h, k, b
4 - c, o, a, d, g,q 
5 - j, g, z, y, q, f, p
6 - v, b, w
7- s. x, r
Estratégias: Lousa, folhas de caligrafia, caderno usando duas linhas.
3° Momento - As letras serão selecionadas de acordo com as ligações.
1 - Ligações simples: li, le, lu, me, NE
2 - Movimento ante-horário: lo,la
3 - Ligações mais complexas: bo, ba
4 - Ligações do s      Ex. pássaro, sapo, sa, se, si, so, su.
5 - Ligações do o      Ex. pouco, olho, oi,
Estratégias: Lousa, folhas de caligrafia, caderno usando duas linhas.
4° Momento - As letras serão selecionadas de acordo com o movimento das letras maiúsculas.
1 - B, P, R
2 - A, C, E, G, I
3- M, N
4- H,O,G
5 - U, V, Y, W
Estratégias: Discussão do uso de letras maiúsculas, folhas de caligrafia.
5º Momento - As letras minúsculas serão selecionadas de acordo com a localização das letras no espaço.
A - zona média: a, c, e, i, m, n, r, s, u, v, x
B- zona inferior: g, j, p, q, z
C - zona superior: l, b, d, h, k, t
D - três zonas: f, g, j, y
Estratégias: Listagem com palavras, cópia da lousa, folhas de caligrafia.
6º Momento - Neste momento o professor deverá cobrar o que já foi dado, fazendo somente o uso da letra cursiva, com exceção do aluno que ainda não domina a escrita alfabética.
Obs.: o treino caligráfico também deve ser usado para corrigir a caligrafia incorreta.


Lucinéia Faria de Lima
Supervisora Pedagógica

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

DICAS DE SITES EDUCACIONAIS DA SUPER EDUCAÇÃO


profwarles.blogspot.com.br      - blog com simulados de matemática e português para 4º , 5º e 6º anos. Atenção! Verificar se não há erros nas atividades.

www.mathema.com.br/       - dicas, jogos e atividades interessantes de matemática.

www.pragentemiuda.org/    - dicas de atividades por temas e datas comemorativas. Ex: Ideias para páscoa, para dia das mães...

www.portalsaofrancisco.com.br/    - atividades e material para tirar dúvidas em diversos conteúdos, pesquisas sobre temas em todos os níveis, material muito rico e confiável.

www.planetaatividades.com   - atividades diversas

http://porvir.org/ - novidades e inovações educacionais

http://revistaeducacao.uol.com.br/  - temas diversos sobre educação, legislação, notícias, etc.

http://educarparacrescer.abril.com.br/ - cartazes, testes, guias, jogos...

http://www.noas.com.br/ - ambiente próprio para alunos iniciais do Ensino Fundamental com jogos educativos para indicar para os alunos.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscarColecoesAulas.html - planos de aulas de todos os seguimentos.

http://ucaportaldoprofessor.wordpress.com/sugestoes-de-aulas/ - planos de aula com uso do computador para todos os seguimentos.

Outros sites com conteúdo interessante sobre Educação:


Supervisora Lucinéia Faria de Lima - 28/01/2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

Planejamento e Avaliação escolar


A avaliação escolar alcança um significado próprio e universal, muito diferente do sentido que se atribui a essa palavra no nosso dia-a-dia e bem distante do que realmente deveria ser a avaliação escolar. Mas como ainda o aluno é observado apenas em situações programadas, é natural que os governantes, os pais, os próprios alunos resistam às inovações, porque lhes parecem propostas de abandono, de falta de controle.

As notas e as provas funcionam como instrumentos utilizados para garantir a segurança do controle exercido pelos professores sobre seus alunos, das escolas e dos pais sobre os professores, do sistema sobre suas escolas. Controle esse que não garante o ensino de qualidade, pois os resultados estatísticos em relação à realidade das nossas escolas são preocupantes.

Este sistema classificatório na verdade não aponta as reais dificuldades dos alunos e dos professores, assim como não sugere qualquer encaminhamento, porque discrimina e seleciona antes de mais nada, reforçando a manutenção de uma escola para poucos.

A avaliação é uma tarefa necessária e permanente dentro da escola, com a finalidade de acompanhar o processo de ensino e aprendizagem, pois os resultados obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor e dos alunos são comparados com os objetivos propostos, para se constatar progressos, dificuldades e reorientar o trabalho para as correções necessárias.

A avaliação escolar deve ser uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor quanto dos alunos. Os dados quantitativos e qualitativos coletados no decorrer do processo de ensino-aprendizagem são interpretados em relação a um padrão de desempenho e de aproveitamento escolar.


A Avaliação escolar é uma tarefa complexa que não deve se resumir à realização de provas e atribuição de notas, pois a mensuração desses resultados apenas proporciona dados que devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa, cumprido assim, funções pedagógico-didáticas, de diagnóstico e de controle em relação às quais se recorre a instrumentos de verificação do rendimento escolar.

Segundo o professor Carlos Luckesi, a avaliação é uma apresentação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho. Os dados relevantes se referem às várias manifestações das situações didáticas, nas quais o professor e os alunos estão empenhados em atingir os objetivos do ensino.

A apreciação qualitativa desses dados, através da análise de provas, exercícios, respostas dos alunos, realização de tarefas, permite uma tomada de decisão para o que deve ser feito em seguida.

Podemos, então, definir a avaliação escolar como um componente do processo de ensino que visa, através da verificação e qualificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e garantir a continuidade do processo.

Lucinéia Faria de Lima
Professora, Psicopedagoga e Supervisora pedagógica

Setembro de 2013

Multiplicação com Material dourado

Multiplicação com Material Dourado
Série: 4º Ano do Ensino Fundamental o necessário
Número de aulas: 2 aulas
            É muito comum a multiplicação ser vista como uma adição de parcelas iguais. Realmente, ela possui esse aspecto, mas vista apenas dessa forma como podemos explicar a multiplicação de 0,8 por 2,3? Para que possamos explorar adequadamente a multiplicação, devemos trabalhar desde as séries iniciais com a representação retangular, a proporcionalidade e o raciocínio combinatório. Para a compreensão do algoritmo (sequência de etapas que, se realizadas adequadamente, resultam no sucesso de uma tarefa) da multiplicação, utilizamos a ideia de parcelas iguais e de representação retangular. Os alunos, muitas vezes, não sentem dificuldade em trabalhar com o algoritmo, mas é interessante que eles compreendam o porquê de algumas passagens. O uso do Material Dourado facilita essas justificativas.
É fundamental esclarecer que:
1. antes de trabalhar com os algoritmos das operações, os alunos devem ter compreendido o agrupamento e a troca existentes no sistema de numeração decimal e ter tido a oportunidade de criar seus próprios procedimentos de resolução.
2. as contas devem ser dadas sempre em situações-problema. Neste plano de aula, como o objetivo é focalizar o algoritmo utilizando um material como recurso de compreensão, optamos por apresentar apenas os cálculos.
Ao final das atividades, alunos deverão ser capazes de
- compreender o algoritmo da multiplicação;
- registrar numericamente o algoritmo.
Material Dourado e folha sulfite dividida em 3 partes iguais.
Organização da sala
            Como as escolas geralmente não possuem uma grande quantidade de caixas de Material Dourado, a classe pode estar organizada em grupos de 4 ou 6 alunos com 1 caixa desse material para cada um desses grupos. No entanto, a realização da atividade, para que ocorra maior compreensão, deverá ser feita em duplas.
Desenvolvimento da atividade/ procedimentos
            A utilização de um material concreto exige organização e planejamento. Veja abaixo algumas providências que você deve tomar pelo menos um dia antes da aula.

a) Se na sua escola não há material dourado industrializado, confeccione-o em papel quadriculado. Para isso, leia as instruções mais adiante, no item Aprofundamento do Conteúdo.
b) Prepare uma
apostila para cada aluno contendo as atividades e a teoria propostas neste plano de aula.
c) Se não tiver nenhuma caixa de material dourado industrializado, prepare para você um material com o dobro do tamanho para que os alunos possam acompanhar as suas instruções e correções durante a aula.
Organização da classe
a) os alunos deverão formar duplas, juntando as carteiras, para que tenham espaço suficiente para utilizar o material e acompanhar as atividades na apostila.
b) sobre as carteiras, os alunos deverão deixar apenas o envelope com o material (ou a caixa do industrializado), lápis preto, papel sulfite e as apostilas.
Dinâmica de trabalho
a) antes de distribuir o material combine com os alunos que, após a realização das atividades, cada dupla deverá guardar o material como o receberam, verificando se não caiu nenhuma peça no chão.

b) esclareça aos alunos que, com essas peças, eles realizarão algumas atividades que estão na apostila. os alunos lerão as atividades e responderão cada um em seu próprio ritmo.
c) peça que abram o envelope ou a caixa e dê um tempo para que manipulem livremente o material. Em seguida, mostre cada peça, nomeando-as: cubinho, barra, placa e cubo. Peça então que separem as peças segundo essa classificação.
d) ao final de cada atividade, quando todos tiverem terminado, faça a correção coletiva, procurando discutir as diferentes soluções encontradas pelos alunos.
            Caso os alunos não conheçam o Material Dourado é melhor começar com as atividades que constam do plano de aula do uso desse material:

            Nesta aula trataremos a multiplicação como adição de parcelas iguais. É interessante, ao trabalharmos a adição, utilizarmos parcelas iguais para os alunos compreenderem como a multiplicação facilita cálculos desse tipo.
Para que os alunos possam compreender esse algoritmo, é importante que:
- cada aluno tenha uma folha sulfite dividida em 3 partes iguais para determinar a posição das unidades, dezenas e centenas;
- os alunos coloquem as peças de cada parcela, uma de cada vez, em seus respectivos espaços;
- registrem no caderno a operação feita.
1. É importante verificar que conhecimento os alunos possuem sobre o Sistema de Numeração Decimal, antes de começar as atividades. (veja o item Aprofundamento do Conteúdo)

2. Observe a realização das atividades. Compare se houve evolução na compreensão dos seguintes conceitos: agrupamentos e trocas na base dez; operação adição.
3. Peça que resumam o que fizeram nas atividades. Verifique o vocabulário matemático utilizado pelos alunos.
            Mostrar aos alunos que existe uma maneira de resolver uma operação, conhecida pela maioria das pessoas e chamada por nós professores de algoritmo. Os algoritmos são formas organizadas de obter o resultado de maneira mais fácil e acessível. Na história da humanidade isso representou um grande avanço, já que os cálculos eram feitos por poucas pessoas que utilizavam ábacos e que detinham o poder de calcular, por exemplo, os impostos.
            É importante que nós professores entendamos que essa não é a única maneira de se resolver uma multiplicação e que ensinar o algoritmo não deve ser a nossa maior preocupação. Não devemos nas séries iniciais, mostrar aos alunos, como é que resolvemos uma multiplicação, mas proporcionar-lhes oportunidades para que construam a sua maneira de resolvê-la.
Utilizar o Material Dourado para compreender o algoritmo é interessante, já que ele é um material estruturado para isso, mas é também interessante utilizar outros recursos como ábaco, cartaz de pregas, calculadora, etc.
            Por ser um assunto específico da própria ciência matemática, não existem relações com outras áreas de conhecimento que possam ser trabalhadas com alunos dessas séries. Algumas atividades que podem ser feitas são ligadas à história da Matemática que é a própria história da humanidade. É possível também pesquisar como as pessoas da comunidade resolvem suas contas de multiplicação e discutir essas formas de resolução em sala de aula .

IDÉIAS DA MULTIPLICAÇÃO
Adição de parcelas iguais
            Conforme já dissemos na introdução, é comum trabalharmos a multiplicação como adição de parcelas iguais. Esta idéia não nos auxilia no cálculo de multiplicação de frações: ou de decimais 0,4 x 3,8.
            Uma outra idéia muito trabalhada que também traz problemas é que o resultado de uma multiplicação é maior que os valores multiplicados. Isto de fato ocorre quando os números são naturais, mas quando multiplicamos frações ou decimais nem sempre isso ocorre.
            Isso não significa que não devemos tratar a multiplicação como adição de parcelas iguais, mas não apenas sob esse aspecto. Veja que na situação abaixo a idéia de adição de parcelas iguais não está presente, mas a operação que a resolve é a multiplicação.
Representação Retangular
            Vimos na atividade 1 da 3ª aula como qualquer multiplicação representada no quadriculado forma um retângulo. Pode ser que algum aluno fique surpreso com o fato de que todo quadrado é um retângulo, isto é, que a representação de 4x4, por exemplo, seja um retângulo.
            Explique ao aluno que para ser um retângulo é necessário ser um quadrilátero com 4 ângulos retos e como o quadrado, além de ter 4 lados iguais também tem 4 ângulos retos, então é um retângulo.
            A representação retangular além de auxiliar a construção da tabuada prepara o aluno para entender a área de figuras planas.
Raciocínio Combinatório
            Vou viajar mas não gostaria de levar muita roupa. Se levar 3 blusas e 2 saias, quantos dias poderei usar essas roupas sem repetir a mesma saia com a mesma blusa?
            Observe que para obter a resposta basta multiplicarmos 2 x 3 (Princípio multiplicativo: assunto tratado por muitos professores apenas no ensino médio).         O interessante, neste tipo de situação, é proporcionar aos alunos material concreto, como blusas e saias diferentes em quantidade suficiente, para que possam organizar todas as possibilidades e a partir da resolução de vários problemas desse tipo observar a operação que os resolvem.
            A representação dessa situação deve ser feita também em tabela de dupla entrada.
Proporcionalidade
            Uma das idéias mais importantes na Matemática é a proporcionalidade, que também é muito utilizada em outras ciências: Física, Química, por exemplo.
  • Para fazer uma pipa do tipo maranhão, Marcos comprou 3 varetas. Se quisesse fazer 6 pipas iguais a essa, quantas varetas precisaria comprar?
Ao trabalharmos esse tipo de problema não é interessante indicar para os alunos que a multiplicação o resolve. Mostre-lhes que existe uma proporcionalidade entre o número de varetas e a quantidade de pipas que serão feitas.
  • Se 150 g de um sabão custam R$ 0,60. Quanto custarão 350 g desse mesmo sabão?
Observe que neste problema não basta multiplicar, mas existe a proporcionalidade. Se fizermos a tabela com os múltiplos de 150 não encontraremos os 350g.
Mas se começarmos pensando em 50g conseguiremos obter o valor desejado.
A multiplicação nas séries iniciais
É interessante trabalhar a multiplicação sempre em situações-problema para que os alunos tenham a oportunidade de reconhecer o uso dessa operação em diferentes situações.
A construção dos fatos fundamentais (tabuada) pode ser feita com o material Cuisenaire (veja as aulas desse material), o papel quadriculado, ábaco, cartaz de pregas, etc..
Esperamos que os nossos alunos, com o tempo, memorizem a tabuada, mas como conseqüência de um entendimento do que ela significa e com a sua utilização em atividades diversificadas, por isso falamos sempre em construção da tabuada.
A multiplicação no  4º e 5º anos
È importante trabalhar, nessas séries, também as propriedades da multiplicação, utilizando materiais e papel quadriculado.
Algoritmo tradicional
A folha sulfite deverá ser dividida em 3 partes e em cada parte os alunos deverão escrever (unidade, dezena e centena) e desenhar as peças em suas respectivas partes.



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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

TENHA UMA LEITURA ATIVA


PRÉ-LEITURA: é uma leitura global para identificar as idéias mais importantes: ver título, subtítulos, palavras desconhecidas, destacadas e ilustrações.

LEITURA COMPREENSIVA: é uma leitura mais detalhada, buscando entender tudo o que está lendo e colocando e atenção em gráficos, legendas e outros complementos.

1)    Tenha sempre um dicionário na mão. Procure todas as palavras cujo significado você não entenda.

2)    Faça anotações nas margens. Sublinhe, faça marcas, “fale com o livro”. Para isso tenha sempre um lápis na mão.


3)    Se você está lendo um texto e não está entendendo quase nada, não adianta seguir lendo. Volte e lentamente vá prosseguindo, idéia por idéia, usando um dicionário ou pergunte a alguém, para que consiga entender tudo.

4)    Anote em um caderno as idéias ou frases que trazem idéias que você não entende, ou outras idéias que surjam. Depois recorra ao dicionário ou a alguma pessoa para solucionar suas dúvidas. Isso ajuda na concentração e também você poderá ir avaliando seu grau de compreensão do texto.


5)    Quando encontrar uma palavra parecida a alguma que você já conhece, tente averiguar exatamente a diferença entre elas. Isto é um bom método para ampliar seu vocabulário.

6)    Na leitura de um texto procure a idéia principal, você deverá distinguir entre a idéia principal do texto, as secundárias e os detalhes.


7)    Procure a lógica do texto: causas, fatos e conseqüências ou outras estruturas do texto.

8)    Relacione o que você leu com o que você já sabe.

ORIENTAÇÕES QUANTO À LEITURA DIRIGIDA

ORIENTAÇÕES QUANTO À LEITURA DIRIGIDA

ANTES  DE  INICIAR  A  LEITURA  é importante que o tema seja introduzido pelo adulto e que a criança também possa manusear o livro para que veja as figuras e já possa inferir sobre o que tratará o livro.

DURANTE   A   LEITURA que poderá ser feita pelo adulto ou pela própria criança podemos realizar diferentes tipos de leitura.
            Preferencialmente o adulto poderá ler toda a história e a criança poderá acompanhar a história (CD ou apenas ouvindo atentamente). É importante que o adulto garanta a atenção da criança neste momento, para isso a escolha do ambiente em que se passará a atividade bem como os estímulos que contém o local devem ser  criteriosamente selecionados.
            Para crianças maiores é importante que o adulto destrinche cada parágrafo para que o vocabulário desconhecido possa se tornar familiar e se constituir como um novo conceito aprendido, para isso podemos tomar por base o conhecimento prévio que a criança possui.

APÓS  A  LEITURA   a criança poderá reconta-la utilizando de vários recursos como: apoio das figuras, através de perguntas direcionadas feitas pelo contador da história, por meio de desenhos, massa de modelar,etc.



Ficha de Avaliação de leitura silenciosa e oral

FICHA DE AVALIAÇÃO DE VELOCIDADE DE LEITURA SILENCIOSA E ORAL

Nome:__________________________________________________________________________
Idade:_________     Data de nascimento:___________ Data da realização da avaliação: ________
Série: (  ) 1ª   (  ) 2ª   (  ) 3ª   (  ) 4ª
Escola pública (    )      privada (    ) ___________________________________________________
Repetência: (  ) Não   (  ) Sim          Série?_____________________________________________

Avaliação da velocidade de Leitura Silenciosa

(Condemarin & Blomquist, 1989)

®        Nº palavras lidas:_______________
Primeiros 5 min:_______________
Nº palavras/min:________________

®        Questões:

1- Qual o problema ou conflito que o pai tinha?                                (  ) S                       (  ) N
2- Qual a profissão escolhida por cada filho?                    (  ) S                       (  ) N
3- Qual prova foi considerada a melhor?                            (  ) S                       (  ) N
4- O que aconteceu quando o pai morreu?                        (  ) S                       (  ) N
5- Qual a prova que o barbeiro fez?                                     (  ) S                       (  ) N

(  ) Compreensão parcial do texto                        
(  ) Compreensão total do texto
(  )  Sem compreensão

Avaliação da velocidade de Leitura Oral

(Capellini & Cavalheiro, 2000)


®        Nº palavras lidas:_______________
Primeiros 5 min:_______________
Nº palavras/min:_______________

®   Tipo de leitura:   (  ) global (  ) silabada          (  ) pausada

®        Nível de leitura:  (  ) logográfica (  ) alfabética  (  ) ortográfica              

®        Questões;

1- Aonde o cãozinho estava preso?                      (  ) S                       (  ) N
2- Qual o novo nome do cãozinho?                      (  ) S                       (  ) N
3- Como os pais de Afonsinho descobriram
     que Chapisco era Charles?                                               (  ) S                       (  ) N
4- Afonsinho devolveu Chapisco?                        (  ) S                       (  ) N
5- O que Afonsinho fez em Chapisco um dia
     antes de devolve-lo?                                           (  ) S                       (  ) N

(  ) Compreensão parcial do texto                        
(  ) Compreensão total do texto
(  ) sem  compreensão

Índices para comparação:

1ª série
Média de velocidade
2ª série
Média de velocidade
3ª série
Média de velocidade
4ª série
Média de velocidade
Leitura Oral
39.12 ppm
71.04 ppm
73.78 ppm
97.94 ppm
Leitura silenciosa
37.72 ppm
82.44 ppm
70.66 ppm
107.4 ppm
    Legenda: ppm - palavras por minuto. Dados obtidos  por:
    ** Barros, AFF; Capellini, AS. Avaliação fonológica, de leitura e escrita em crianças com Distúrbio Específico
            de Leitura. Jornal Brasileiro de Fonoaudiologia, Curitiba, v.4, n.14, p. 11-19, 2003.

Leitura Silenciosa
Os Três Irmãos
        Um velho tinha três filhos, mas como todos os seus bens limitavam-se a uma casa,  que lhe fora dada por seus pais, não era capaz de decidir-se a vendê-la a fim de dividir o produto da venda entre seus filhos. Nessa dúvida ocorreu-lhe uma idéia.
        __ Aventure-se pelo mundo – disse-lhes -; aprendam um ofício que lhes permita viver, e quando tiverem terminado essa aprendizagem se apressem em regressar; aquele de vocês que der a prova mais convincente de sua habilidade, herdará a casa.
        Em conseqüência dessa decisão, foi fixada a partida dos três irmãos. Decidiram que um se tornaria ferreiro, outro barbeiro, e o terceiro mestre em armas. Logo fixaram o dia e a hora para encontrar-se e voltar juntos ao lar paterno. Combinado isso, partiram.
       Ocorreu que os três irmãos tiveram a boa sorte de encontrar cada um  hábil mestre no ofício que queriam aprender. Assim foi que o nosso ferreiro não demorou a encarregar-se de ferrar os cavalos do rei, de modo que pensava com seus botões: “Meus irmãos terão de ser muitos hábeis para ganhar a casa para si”.
       Por outro lado, o jovem barbeiro logo teve por clientes os mais importantes senhores da corte, de modo que já estava certo de ficar com a casa sob as barbas de seus irmãos.
       Quanto ao mestre de armas, antes de conhecer todos os segredos de sua arte, teve de receber mais de uma estocada,  mas a recompensa prometida valia a pena, e ele exercitava sua vista e sua mão.
        Quando chegou a época fixada para o regresso, os três irmãos reuniram-se no lugar combinado e juntos tomaram o caminho rumo a casa de seu pai.
        Na mesma tarde de seu retorno, enquanto estavam os quatro sentados diante da porta da casa, viram uma lebre que vinha em direção a eles, correndo pelo campo, travessamente.
        _ Bravo! – disse o barbeiro. – Eis aqui um cliente que vem a calhar para dar-me ocasião de demonstrar minha habilidade.
       Pronunciando estas palavras, nosso homem pegou o sabão e a tigela e preparava sua espuma branca. Quando a lebre chegou perto, correu em sua perseguição, alcançou-a, e enquanto corria lado a lado do ligeiro animal, ensaboou seu focinho e rapidamente, de uma só passada, tirou-lhe os bigodes, sem fazer-lhe o menor corte e sem omitir o pêlo mais pequenino.
      _ Eis aqui algo bem feito! – disse o pai. – Muito hábeis terão de ser teus irmãos para tirar-te a casa.
       Alguns instantes depois viram chegar a toda velocidade um lindo cavalo atrelado a um coche ligeiro.
         _ Vou dar-lhes uma mostra de minha habilidade – disse por sua vez o ferreiro.
         Dizendo isso lançou-se sobre o rastro do cavalo, e ainda que este redobrasse sua velocidade, tirou-lhe as quatro ferraduras, as quais trocou por outras quatro; tudo isso em menos de um minuto, da maneira mais confortável do mundo e sem diminuir o passo do cavalo.
         _ És um grande artista – exclamou o pai - , pode estar tão certo de teu negócio como teu irmão está do seu, e realmente não seria capaz de decidir qual dos dois merece mais a casa
­        _ Esperem que eu tenha feito minha prova – disse então o terceiro filho.
        Nesse momento começou a chover. Nosso homem tirou a espada e pôs-se a efetuar círculos tão rápidos sobre sua cabeça, que nenhuma gota de água caiu sobre ele. A chuva aumentou em intensidade, logo pareceu que a derramavam com baldes do céu. No entanto nosso mestre de armas, que havia se limitado a fazer girar sua espada cada vez mais rapidamente, mantinha-se seco sob sua arma, como se estivesse sob um guarda-chuva ou sob um teto. Vendo isso, a admiração do feliz pai chegou à culminância e ele exclamou:
        _ És tu quem deu a mais surpreendente prova de habilidade, és tu aquele ao qual corresponde a casa.
        Os dois maiores aprovaram essa decisão e juntaram seus elogios aos de seu pai. Depois, como os três queriam-se muito, não quiseram separar-se e continuaram vivendo juntos na casa paterna, onde cada um exercia seu ofício. A fama de sua habilidade estendeu -se e logo ficaram ricos. É assim que viveram felizes e considerados até idade avançada. E quando por último o maior faleceu; os outros dois sentiram tal tristeza que não levaram muito tempo para segui-lo. Receberam honrarias fúnebres. O médico do lugar disse com razão que três irmãos que em vida viveram-se dotados de tão grande habilidade e estiveram unidos com um amor firme, não deviam ficar separados na morte. Portanto foram sepultados juntos.









































































Leitura Silenciosa
Os Três Irmãos – ficha do avaliador
        Um velho tinha três filhos, mas como todos os seus bens limitavam-se a uma casa,  que lhe fora dada por seus pais, não era capaz de decidir-se a vendê-la a fim de dividir o produto da venda entre seus filhos. Nessa dúvida ocorreu-lhe uma idéia.
        __ Aventure-se pelo mundo – disse-lhes -; aprendam um ofício que lhes permita viver, e quando tiverem terminado essa aprendizagem se apressem em regressar; aquele de vocês que der a prova mais convincente de sua habilidade, herdará a casa.
        Em conseqüência dessa decisão, foi fixada a partida dos três irmãos. Decidiram que um se tornaria ferreiro, outro barbeiro, e o terceiro mestre em armas. Logo fixaram o dia e a hora para encontrar-se e voltar juntos ao lar paterno. Combinado isso, partiram.
       Ocorreu que os três irmãos tiveram a boa sorte de encontrar cada um  hábil mestre no ofício que queriam aprender. Assim foi que o nosso ferreiro não demorou a encarregar-se de ferrar os cavalos do rei, de modo que pensava com seus botões: “Meus irmãos terão de ser muitos hábeis para ganhar a casa para si”.
       Por outro lado, o jovem barbeiro logo teve por clientes os mais importantes senhores da corte, de modo que já estava certo de ficar com a casa sob as barbas de seus irmãos.
       Quanto ao mestre de armas, antes de conhecer todos os segredos de sua arte, teve de receber mais de uma estocada,  mas a recompensa prometida valia a pena, e ele exercitava sua vista e sua mão.
        Quando chegou a época fixada para o regresso, os três irmãos reuniram-se no lugar combinado e juntos tomaram o caminho rumo a casa de seu pai.
        Na mesma tarde de seu retorno, enquanto estavam os quatro sentados diante da porta da casa, viram uma lebre que vinha em direção a eles, correndo pelo campo, travessamente.
        _ Bravo! – disse o barbeiro. – Eis aqui um cliente que vem a calhar para dar-me ocasião de demonstrar minha habilidade.
        Pronunciando estas palavras, nosso homem pegou o sabão e a tigela e preparava sua espuma branca. Quando a lebre chegou perto, correu em sua perseguição, alcançou-a, e enquanto corria lado a lado do ligeiro animal, ensaboou seu focinho e rapidamente, de uma só passada, tirou-lhe os bigodes, sem fazer-lhe o menor corte e sem omitir o pêlo mais pequenino.
      _ Eis aqui algo bem feito! – disse o pai. – Muito hábeis terão de ser teus irmãos para tirar-te a casa.
       Alguns instantes depois viram chegar a toda velocidade um lindo cavalo atrelado a um coche ligeiro.
         _ Vou dar-lhes uma mostra de minha habilidade – disse por sua vez o ferreiro.
         Dizendo isso lançou-se sobre o rastro do cavalo, e ainda que este redobrasse sua velocidade, tirou-lhe as quatro ferraduras, as quais trocou por outras quatro; tudo isso em menos de um minuto, da maneira mais confortável do mundo e sem diminuir o passo do cavalo.
         _ És um grande artista – exclamou o pai - , pode estar tão certo de teu negócio como teu irmão está do seu, e realmente não seria capaz de decidir qual dos dois merece mais a casa
­        _ Esperem que eu tenha feito minha prova – disse então o terceiro filho.
        Nesse momento começou a chover. Nosso homem tirou a espada e pôs-se a efetuar círculos tão rápidos sobre sua cabeça, que nenhuma gota de água caiu sobre ele. A chuva aumentou em intensidade, logo pareceu que a derramavam com baldes do céu. No entanto nosso mestre de armas, que havia se limitado a fazer girar sua espada cada vez mais rapidamente, mantinha-se seco sob sua arma, como se estivesse sob um guarda-chuva ou sob um teto. Vendo isso, a admiração do feliz pai chegou à culminância e ele exclamou:
        _ És tu quem deu a mais surpreendente prova de habilidade, és tu aquele ao qual corresponde a casa.
        Os dois maiores aprovaram essa decisão e juntaram seus elogios aos de seu pai. Depois, como os três queriam-se muito, não quiseram separar-se e continuaram vivendo juntos na casa paterna, onde cada um exercia seu ofício. A fama de sua habilidade estendeu -se e logo ficaram ricos. É assim que viveram felizes e considerados até idade avançada. E quando por último o maior faleceu; os outros dois sentiram tal tristeza que não levaram muito tempo para segui-lo. Receberam honrarias fúnebres. O médico do lugar disse com razão que três irmãos que em vida viveram-se dotados de tão grande habilidade e estiveram unidos com um amor firme, não deviam ficar separados na morte. Portanto foram sepultados juntos.




           


Leitura Oral

As Travessuras de Afonsinho


Todas as tardes costumava passear com seu cãozinho de rodas pelas ruas do bairro.
Certa vez, num desses passeios, Afonsinho deu de encontro a um pequeno cãozinho de verdade preso num poste. Era um cão de raça, sem dúvida, e muito bem tratado. O cão devia pertencer a alguém muito rico, pois trazia na coleira uma inscrição em prata com o nome: “Charles”.
_ Coitadinho, observou o menino – quem teve a coragem de deixá-lo assim sozinho...preso? E logo travou amizade com Charles. Ambos pareciam conhecer-se há muito tempo. O cãozinho abanava o rabo e lambia os pés de seu novo amigo como quem toma uma taça de sorvete.
Afonsinho sempre quisera ter um cãozinho daquele, mas não para prendê-lo daquela maneira. Pensou então em levá-lo consigo...
_ Não, isso seria roubo, pensou.
_ Quem sabe se o seu dono quisesse vendê-lo? Isso! Vou esperá-lo aqui. Mas logo perdeu o ânimo... – Um cãozinho desses deve custar muito caro ... não adianta esperar.
Bastou um gesto de Afonsinho para que Charles compreendesse que naquele momento perderia o amigo. E Charles chorou como nunca, parecia pedir que Afonsinho o levasse. O menino, que também não queria abandoná-lo, pensou o seguinte:
_ Bem, quem deixa um cãozinho preso a um poste não se incomodará se o cãozinho for de brinquedo, assim não será um roubo, e sim uma “troca”.
Afonsinho libertou Charles de seu cativeiro e colocou em seu lugar o cãozinho de rodas que trazia consigo, nele pendurando a inscrição que era de Charles.
E lá foi Afonsinho para casa com um cãozinho de verdade no colo.
Ao chegar em casa, todos cobriram-lhe de perguntas: “Quem lhe deu esse cão?”, “Aonde o encontrou?” e outras perguntas de adulto...
Afonsinho então respondeu que uma fada havia transformado seu cãozinho de rodas num cãozinho de verdade. É claro que ninguém acreditou, e todos passaram a desconfiar dele...
Charles ganhou um novo nome: Chapisco.
Chapisco era mais unido a Afonsinho que à sua própria sombra... até futebol ele jogava!
Uma semana depois da “troca” surgiu um anúncio no jornal em letras graúdas: “Procura-se: cão de raça de pêlo isso, cor-de-mel, que atende pelo nome de Charles. Paga-se bem a quem o encontrar. Urgente: O cão foi inscrito numa exposição de cães de luxo .
Aquele anúncio explodiu como uma bomba na casa de Afonsinho, e fizeram-no prometer que no dia seguinte devolveria o cão ao seu antigo dono. Afonsinho teve de concordar, mas não aceitaria a recompensa porque ele não tinha querido “seqüestrar” o cão e sim ser seu amigo.
À noite não conseguiu dormir. Ficou todo o tempo abraçado com Charles prolongando a despedida... mas de súbito, como um clarão surgiu uma idéia na cabecinha marota de Afonsinho.
Afonsinho correu para o banheiro, pegou o tubo de “tintura para cabelos” da sua mãe, alguns rolinhos e mãos à obra! Tingiu o pêlo de Chapisco de um marrom bem escuro e depois enrolou todo o pêlo formando cachinhos miúdos. O coitado do cão perdeu todo o charme dos “pêlos lisos cor-de-mel”!
Quando o dia ainda estava clareando Afonsinho foi para o seu quarto, bêbado de sono, acompanhado do seu fiel e transformado amigo.
Chegou a hora de ir devolver o cão. Afonsinho colocou Chapisco numa sacola ela se foi...
Chegando à casa do dono de Charles, bateu à porta e um criado o atendeu.
_ O que deseja garoto?
_ Vim devolver o seu cão, li o anúncio no jornal e sei que hoje é o dia da exposição. E mostrou Chapisco, ou Charles, ao criado. Este, indignado, só faltou bater em Afonsinho...
_ Está pensando o quê, que vai me enganar com este vira-latas para ganhar a recompensa? Pois não vai, não! Este não é o Charles. Olhe só esse pêlo horrendo! Garanto que nem atende pelo nome de Charles, quer ver?
E o homem gritou o nome de Charles em vão, nem queria se lembrar dele.
_ Fora daqui menino! Esse cão é seu, não é o nosso Charles!
   Era isto mesmo que Afonsinho queria, e Chapisco também. O que diria quando chegasse em casa? Que uma bruxa o havia transformado? Se não acreditaram na primeira história não acreditaria na segunda. Diria a verdade e pronto!
   Mesmo que lhe custasse algumas palmadas...
            Chapisco era seu, não um objeto para exposição, mas um verdadeiro companheiro.







































































Leitura Oral

As Travessuras de Afonsinho – ficha avaliador

Todas as tardes costumava passear com seu cãozinho de rodas pelas ruas do bairro.
Certa vez, num desses passeios, Afonsinho deu de encontro a um pequeno cãozinho de verdade preso num poste. Era um cão de raça, sem dúvida, e muito bem tratado. O cão devia pertencer a alguém muito rico, pois trazia na coleira uma inscrição em prata com o nome: “Charles”.
_ Coitadinho, observou o menino – quem teve a coragem de deixá-lo assim sozinho...preso? E logo travou amizade com Charles. Ambos pareciam conhecer-se há muito tempo. O cãozinho abanava o rabo e lambia os pés de seu novo amigo como quem toma uma taça de sorvete.
Afonsinho sempre quisera ter um cãozinho daquele, mas não para prendê-lo daquela maneira. Pensou então em levá-lo consigo...
_ Não, isso seria roubo, pensou.
_ Quem sabe se o seu dono quisesse vendê-lo? Isso! Vou esperá-lo aqui. Mas logo perdeu o ânimo... – Um cãozinho desses deve custar muito caro ... não adianta esperar.
Bastou um gesto de Afonsinho para que Charles compreendesse que naquele momento perderia o amigo. E Charles chorou como nunca, parecia pedir que Afonsinho o levasse. O menino, que também não queria abandoná-lo, pensou o seguinte:
_ Bem, quem deixa um cãozinho preso a um poste não se incomodará se o cãozinho for de brinquedo, assim não será um roubo, e sim uma “troca”.
Afonsinho libertou Charles de seu cativeiro e colocou em seu lugar o cãozinho de rodas que trazia consigo, nele pendurando a inscrição que era de Charles.
E lá foi Afonsinho para casa com um cãozinho de verdade no colo.
Ao chegar em casa, todos cobriram-lhe de perguntas: “Quem lhe deu esse cão?”, “Aonde o encontrou?” e outras perguntas de adulto...
Afonsinho então respondeu que uma fada havia transformado seu cãozinho de rodas num cãozinho de verdade. É claro que ninguém acreditou, e todos passaram a desconfiar dele...
Charles ganhou um novo nome: Chapisco.
Chapisco era mais unido a Afonsinho que à sua própria sombra... até futebol ele jogava!
Uma semana depois da “troca” surgiu um anúncio no jornal em letras graúdas: “Procura-se: cão de raça de pêlo isso, cor-de-mel, que atende pelo nome de Charles. Paga-se bem a quem o encontrar. Urgente: O cão foi inscrito numa exposição de cães de luxo .
Aquele anúncio explodiu como uma bomba na casa de Afonsinho, e fizeram-no prometer que no dia seguinte devolveria o cão ao seu antigo dono. Afonsinho teve de concordar, mas não aceitaria a recompensa porque ele não tinha querido “seqüestrar” o cão e sim ser seu amigo.
À noite não conseguiu dormir. Ficou todo o tempo abraçado com Charles prolongando a despedida... mas de súbito, como um clarão surgiu uma idéia na cabecinha marota de Afonsinho.
Afonsinho correu para o banheiro, pegou o tubo de “tintura para cabelos” da sua mãe, alguns rolinhos e mãos à obra! Tingiu o pêlo de Chapisco de um marrom bem escuro e depois enrolou todo o pêlo formando cachinhos miúdos. O coitado do cão perdeu todo o charme dos “pêlos lisos cor-de-mel”!
Quando o dia ainda estava clareando Afonsinho foi para o seu quarto, bêbado de sono, acompanhado do seu fiel e transformado amigo.
Chegou a hora de ir devolver o cão. Afonsinho colocou Chapisco numa sacola ela se foi...
Chegando à casa do dono de Charles, bateu à porta e um criado o atendeu.
_ O que deseja garoto?
_ Vim devolver o seu cão, li o anúncio no jornal e sei que hoje é o dia da exposição. E mostrou Chapisco, ou Charles, ao criado. Este, indignado, só faltou bater em Afonsinho...
_ Está pensando o quê, que vai me enganar com este vira-latas para ganhar a recompensa? Pois não vai, não! Este não é o Charles. Olhe só esse pêlo horrendo! Garanto que nem atende pelo nome de Charles, quer ver?
E o homem gritou o nome de Charles em vão, nem queria se lembrar dele.
_ Fora daqui menino! Esse cão é seu, não é o nosso Charles!
   Era isto mesmo que Afonsinho queria, e Chapisco também. O que diria quando chegasse em casa? Que uma bruxa o havia transformado? Se não acreditaram na primeira história não acreditaria na segunda. Diria a verdade e pronto!
   Mesmo que lhe custasse algumas palmadas...
            Chapisco era seu, não um objeto para exposição, mas um verdadeiro companheiro.